Tive a oportunidade de fazer um teatro na Fundação Casa e na Comunidade Bethânia vivendo o papel de Nossa Senhora que acolhia as pessoas que chegavam ao Céu, claro que foi de modo mais lúdico, até mesmo cômico, mas, que trouxe uma profundidade desse destino final que todo ser humano terá.

No entanto, o que mais me tocou foi o fato de estar com uma “ roupa de Nossa Senhora”, poder ter esse olhar  maternal para pessoas que por vezes, são excluídas, e, tampouco, olhadas com dignidade. Isto revelou-me que não existe um jeito mais belo de exercer o nosso dom de ser mulher do que na ternura e na bondade, na fortaleza e na coragem, na ousadia e na alegria de quem sabe acolher a fragilidade do próximo revelando para ele a grandeza que o ser humano é diante de Deus.

Fazer um papel de Nossa Senhora me fez perceber que não era apenas uma roupa para um teatro, mas, uma revelação de que não há um jeito mais belo de ser mulher, do que exercer as virtudes, sim, nós não podemos ter medo de viver nossa feminilidade com autenticidade, com determinação e, realizar a nossa missão.

Cada mulher traz em si o dom de acolher, o dom de estar sensível a voz de Deus e a dor do próximo, isso não é motivo de fraqueza, mas, de grandeza. Essa grandeza encontramos, no poder de um sim de uma mulher, que através de atitudes silenciosa soube fazer uma grande revolução, a revolução de ser colaboradora da obra da salvação.

Não nos esqueçamos de que o projeto de Salvação passou pelo sim de Maria, ela não hesitou em viver sua vida na plenitude de quem apostou, arriscou tudo para que toda humanidade pudesse ser verdadeiramente livre e alcançar a salvação eterna.

Aprendi com Maria, a fortaleza que mulher tem dentro de si, ainda que venha o sofrimento, a dor, a dificuldade, não cair no desespero, mas, com prudência e sabedoria buscar compreender o momento vivido e encontrar em Deus a melhor saída.

Aprendi com Maria, a capacidade que temos de não ser vitimas dos nossos problemas, mas, enfrentá-los e seguir a nossa caminhada pensando que sempre há uma nova oportunidade de ser feliz e de fazer  bem ao próximo.

Aprendi com esse teatro, que nós mulheres podemos sustentar as dores daqueles que sofrem ao nosso redor apenas com o nosso olhar, que tem a capacidade de passar esperança e conforto.

Aprendi com Maria a graça de exultar de alegria, uma alma alegre não condiciona sua felicidade em coisas, pessoas ou no que não tem, basta apenas a decisão de ser feliz, agradecida pelo dom da vida.

Aprendi com Maria a continuar, a insistir em propagar o amor, o bem, a esperança, não se deixar iludir por falsas promessas, por migalhas, mas, de deslumbrar tudo o que Deus tem para  nós, não  parar no medo, nos ventos contrários, contudo, com força e bondade, fazer do meio em que vivemos um lugar de paz, de fé, e, de alegria. Por isso, eu repito “ desconheço um jeito mais belo de ser mulher.” Aprendamos com Maria, a cada dia transformar  a nossa realidade.

“ Aquela menina hoje é mãe que vela por seus filhos, filhos que caminham pela vida, muitas vezes cansados, carentes, mas, querendo que a luz da esperança não se apague. […] Diante do silencio da mãe, só cabe o silencio esperançoso. E, assim, Maria ilumina novamente a nossa juventude. “ ( Papa Francisco, Christus Vivit)

Deus abençoe!

Bruna Ferreira

Missionária da Comunidade Católica Alicerce

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