É muito comum ouvir a expressão: “ mãe é tudo igual”, sobretudo, por algumas frases consagradas: “ Se eu for aí e achar, eu vou te bater”; “ leva blusa”; “ Você não é todo mundo”, e, por aí vai. Mas, quero aqui enaltecer o belo dom da maternidade, e expressar o quanto a mulher é privilegiada por poder gestar, gerar uma nova vida dentro do seu próprio corpo.

Na maternidade existe uma mística, um mistério divino que é capaz de conectar a mãe com a criança desde o momento de sua existência, por isso, logo no inicio da gestação automaticamente o corpo da mulher já sofre as devidas alterações, de pensar que o corpo feminino foi criado com essa capacidade sofrer alterações para acolher uma nova vida, é pensar na capacidade que a mulher tem de amar e de se doar.

Por consequência, nesse mês que se é propagado o mês das mães, como mulher, como filha, quero agradecer a minha mãe que escolheu me acolher em teu corpo, que escolheu me dar a  vida enquanto matéria, que se dedicou me ensinando os primeiros passos na vida, e, estendo aqui minha dedicação  a tantas mães que tive a oportunidade de conhecer ao longo da minha vida missionária. Mães, que sofrem esperando seus filhos voltarem para casa, mães que fazem de tudo para manter um lar em pé, mães que trabalham fora e se desdobram para dar conta de tudo, mães que exalam santidade revelando o céu para seus filhos, mães que são a extensão do amor divino.

Ser mãe é uma dádiva de Deus, ou seja, é uma vocação, logo,  a minha oração para você mãe nesse dia, é que você não se perca nessa vocação, pois aqui está o cerne da sua realização, abrir mão muitas vezes dos seus sonhos, das suas vontades e se doar para esse presente que Deus lhe concedeu, conduzi-lo ao caminho certo, revelar os desígnios de Deus, e, sobretudo ser a portadora, a revelação, a voz de Deus na vida de cada um. Sim, Deus lhe deu essa graça de ser para seu (a) filho (a) a maior herança que você pode dar para ele (a): o amor de Deus, que vai ajudá-lo (a) a ultrapassar qualquer desafio, sendo fortalecido, amparado pela fé em Jesus Cristo.

Aqui, também, quero me atentar as mães espirituais que fazem um lindo trabalho, de ser para tantos jovens que não têm uma mãe, segundo o coração de Deus a graça de conhecer a ternura, o afeto, o acolhimento que somente uma mãe pode revelar. Quantas mulheres consagradas ao celibato se doam sendo esse amor pleno na vida humana, e, preparando as crianças, os jovens para superar todo o medo e receio de se abrir para um caminho de cura interior, de rejeição e de ordenar todos os sentimentos para o amor.

A cada mãe biológica ou espiritual não só nesse dia, mas diariamente não tirem os olhos do Céu, busquem as coisas do alto, pois assim, vocês encontrarão a força necessária para viver intensamente essa bela vocação. Saibam, que vocês não estão sozinhas, Deus permanece ao seu lado em todas as situações. Não podemos deixar de frisar a presença de Nossa Senhora, que como mãe ás acolhem nos momentos difíceis e dão o colo materno para que vocês possam encontrar o repouso e coragem de se renovar para na caminhada se fortalecer e florescer!

“Ser mãe não significa somente colocar um filho no mundo, mas é também uma escolha de vida. O que escolhe uma mãe, qual é a escolha de vida de uma mãe? A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande, é bonito.”

Para o Pontífice, uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral.” ( Papa Francisco)

 

Que Nossa Senhora a conduza a chegar nos braços do Pai, para que sentindo-se amada você seja a efusão desse amor por onde passar!

Bruna Ferreira

Missionária da Comunidade Católica Alicerce.

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