Na pressa a gente corre e não percebe o percurso;
Na pressa a gente olha e não contempla;
Na pressa a gente sente, mas, não percebe a necessidade do outro;
Na pressa a gente escuta, mas, não compreende;
Na pressa a gente fala sem pensar;
Na pressa a gente toma decisões precipitadas;
Na pressa a gente sente por ter errado, mas, não aprende com o erro;
Na pressa a gente simplesmente engole e não mastiga a comida;
Na pressa a gente realiza as atividades, mas, não as vive intensamente;
Na pressa a gente não tem o hábito de refletir sobre os nossos acontecimentos;
Na pressa não deixamos o sofrimento nos lapidar;
Na pressa os encontros não são profundos, são superficiais;
Na pressa estamos juntos, mas, não nos fazemos presença;
Na pressa não damos a chance para retomarmos o nosso caminho ou recomeçarmos aquilo que paramos;
Na pressa eu digo que não sei, só para não fazer esforço e tentar;
Na pressa eu abro mão de um sonho, por medo dele não se concretizar;
Na pressa eu volto atrás daquilo que eu sei que não é bom, pois, tenho o passado como segurança;
Na pressa eu crio fantasmas, pela ansiedade daquilo que acontecerá somente amanhã;
Na pressa rezamos mas, não deixamos Deus falar;
Na pressa vamos olhando a vida pela janela, sem nos tornarmos protagonistas da nossa história;
Na pressa vamos deixando o tempo passar, sem saborear de tudo aquilo que Deus quer nos presentear.

Bruna Ferreira

Missionária da Comunidade Católica Alicerce

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