Nesta sexta-feira (22) o primeiro compromisso do Papa Francisco foi o encontro com os sacerdotes, consagrados e consagradas, seminaristas e catequistas na Paróquia de São Pedro.

Francisco iniciou seu discurso agradecendo a “todas pessoas consagradas que se tornaram fecundas, com o silencioso martírio da fidelidade e dedicação diária”. O Papa recorda de modo especial os consagrados idosos “que nos geraram no amor e amizade com Jesus Cristo”. E afirma:

“Penso que a história vocacional de cada um de nós está marcada por estas presenças que ajudaram a descobrir e discernir o fogo do Espírito. É tão belo e importante saber agradecer”. E conclui:

“ A gratidão é sempre uma ‘arma poderosa’ porque só se formos capazes de contemplar e agradecer concretamente todos os gestos de amor, é que deixaremos o Espírito obsequiar-nos com aquele ar puro capaz de renovar (e não empachar) a nossa vida e missão ”

“Nesta linha, podemos perguntar-nos: Como cultivo a fecundidade apostólica?”, pergunta o Papa, e afirma que só despertando para a beleza, a maravilha, a surpresa seremos capazes de abrir novos horizontes e suscitar novos interrogativos. E explica: “O Senhor não nos chamou para nos enviar ao mundo a fim de impor às pessoas obrigações ou cargas mais pesadas do que aquelas já têm (e são muitas), mas para compartilhar uma alegria, um horizonte belo, novo e surpreendente”.

Sem medo de inculturar o Evangelho

Seguindo estes passos, Francisco diz:

“Isto impele-nos a não ter medo de procurar novos símbolos e imagens, uma música particular que ajude os tailandeses a despertarem para a maravilha que o Senhor nos quer dar. Não devemos ter medo de inculturar o Evangelho cada vez mais”.

“Para muitos – continua o Papa – “a fé cristã é uma fé estrangeira, é a religião dos estrangeiros. Este fato impele-nos a buscar corajosamente modos de proclamar a fé ‘em dialeto’, tal como uma mãe canta as canções de embalar ao seu bebê”.

E o Papa confirma:

“ Devemos deixar que o Evangelho se despoje de roupagens boas, mas estrangeiras, para ressoar com a música que vos é própria nesta terra e faz vibrar a alma dos nossos irmãos com a mesma beleza que fascinou o nosso coração ”

Recordando os primórdios da vocação dos consagrados o Papa fala-lhes de suas atividades quando jovens que visitavam os mais necessitados e acrescenta: “Certamente, lá, muitos foram visitados pelo Senhor, fazendo-lhes descobrir o chamado para Lhe dar tudo. Trata-se de sair de si mesmo e, no mesmo movimento de saída, sermos encontrados”. Ser cristãos, afirma o Papa é encontrar o outro! “Só assim vocês serão sinal concreto da misericórdia viva e operante do Senhor; sinal da unção do Santo nestas terras”.

Unção supõe oração

“Tal unção supõe a oração. A fecundidade apostólica requer e é sustentada cultivando a intimidade da oração. Uma intimidade, como a dos avós que rezam assiduamente o terço”. E confirma mais uma vez: “Sem a oração, toda a nossa vida e a nossa missão perdem sentido, força e fervor”.

Por fim o Pontífice cita São Paulo VI que dizia que “um dos piores inimigos da evangelização é a falta de fervor”. E que “o fervor alimenta-se neste duplo encontro: com o rosto do Senhor e com o dos irmãos”.

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Senhor da messe,

ABENÇOA os jovens com o dom da coragem de responder ao teu chamado. Abre seus corações para os grandes ideais, para as grandes coisas.

INSPIRA todos os teus discípulos ao amor e ao dom recíproco – para que as vocações possam florescer na boa terra dos fiéis.

INSTALA naqueles que estão na vida religiosa, nos ministérios paroquiais e nas famílias, a confiança e a graça para que possam convidar outros a abraçar o ousado e nobre caminho de uma vida consagrada a Ti.

UNE-NOS a Jesus através da oração e do sacramento, para que possamos colaborar contigo na edificação do Teu reino de misericórdia e de verdade, de justiça e de paz. Amém.

Papa Francisco

(Adaptado da Mensagem para a 51º Dia Mundial de Oração para as Vocações)

Fonte: Vatican News

Comentários

Comentários