Depois de revivermos os passos de Jesus, durante toda quaresma, caminhando para a Cruz, na qual se entregou por amor a todos nós, e ressuscitou para nos dar vida e vida em abundância; podemos perceber algo encantador, na vida do Cristo que O amor prevaleceu em todos os momentos, tanto nos que antecederam a Cruz, quanto no caminho em que teve de carrega-la e nela foi crucificado.

Isso me faz olhar para a minha vida e me perguntar: Como estou acolhendo esse amor?

Um amor que nos foi dado e em nós permanece!

Para mim, como acredito que para muitos, é um desafio a constância em perceber que existem oportunidades de crescer a partir do amor em todas as fases de nossa vida. Na alegria e na tristeza, pois ambas contêm um sentido específico, uma nos faz encantar pela vida outra nos sensibiliza, diante da mesma, o que é muito bom, por que assim conseguimos dar valor ao que realmente importa.

É muito comum, ouvirmos reflexões que comparam a vida com o processo de uma flor diante das estações, existe o tempo de florir e destacar-se por sua beleza, mas também existe o tempo em que secam, e esperam pacientemente a primavera, necessitando do cuidado com o solo, para fortalecer suas raízes, e quando chegar a hora, voltam a florescer.

Muitas vezes, diante da seca, desanimamos e não medimos esforços em reclamar e achar que tudo está perdido, nos esquecendo que temos uma raiz, que não deixa de nos fortalecer, que não deixa que percamos a vida. É preciso ter a persistência da flor, que quando seca, não se revolta, erguendo-se do solo, desprendendo-se de sua raiz e morre. Ela sabe seu papel, e o cumpre com autenticidade.

É preciso compreender o que cada tempo tem haver com a necessidade do nosso coração. A necessidade de cuidar das feridas, a necessidade de reparar erros, a necessidade de alegrar-se diante de conquistas.

Vejam que grande e constante providencia temos a partir desse amor!

Diz um Padre, num livro que li que “é o amor que Jesus teve por mim, e que demostrou através do sofrimento que Ele passou por mim-que me curou”; portanto, que o nosso coração busque nesse amor e somente nele, a cura que necessitamos para reconhecermos quem somos e para que vivemos, segundo o olhar do nosso Criador.

 

Karina Ribeiro

Missionária da Comunidade Católica Alicerce

 

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